NOTA DE REPÚDIO

Nota

NOTA DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFPEL
EM REPÚDIO À CRIMINALIZAÇÃO DE ANTROPÓLOGOS

          O Conselho Universitário da Universidade Federal de Pelotas vem somar-se às manifestações de entidades científicas nacionais e internacionais, em repúdio à criminalização de indígenas, antropólogos, procuradores, missionários, servidores públicos do INCRA e da FUNAI e outros profissionais relacionados à demarcação de terras coletivas, em cumprimento ao que determina a Constituição Federal.

          O pedido de indiciamento de 21 antropólogos e antropólogas, num total de 118 pessoas que estão sendo igualmente criminalizadas através da Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI e do INCRA 2, evidencia claro interesse no retrocesso e bloqueio na demarcação constitucional de terras coletivas.  Esta CPI, implementada em 2015 por lideranças da Frente Parlamentar Agropecuária, e encerrada sem nenhuma conclusão, foi reaberta em 2016, sob alegação de supostas irregularidades no processo demarcatório. Promove denúncias infundadas, como a acusação de “conluios” e “fraudes” com as lideranças tradicionais, “parcialidade” e “falsidades ideológicas” dos profissionais. Demonstra, desta forma, um profundo desconhecimento das metodologias histórica e mundialmente conhecidas de pesquisas em Ciências Humanas, que não podem ser guiadas pelos princípios positivistas de uma relação objetificadora com os sujeitos pesquisados, mas implicam no relacionamento dialógico com os mesmos.

          Neste sentido, a aprovação do Relatório desta CPI, votada em 17 de maio do ano corrente, é motivo de indignação desta instituição acadêmica, na medida em que afronta o exercício da prática antropológica e da produção do conhecimento científico, além de contribuir para a desregulamentação dos direitos territoriais de povos tradicionais em favor de interesses ruralistas.

Pelotas, 23 de junho de 2017.

Notas sobre a CPI FUNAI-INCRA 2

Nota PPGAS/Museu Nacional | Nota aPROA / ABA | Nota PPGAnt UFPEL | Nota UFSC | Nota ABA | Nota da ABA/Comitê de Assuntos Indígenas | Moção IUAES-CASCA | Manifesto ABA SALSA GITPA | Nota PPGAS UFRGS | Manifestação ELA PPG/ECsA UnB | PPGAS/DAN UnB | Nota ICS / UnB | Informativo e Nota ABA | Nota Centro de Trabalho Indigenista CTI | Carta do Povo Guarani | Nota UFPB | Informativo sobre a CPI FUNAI | Moção de Repúdio da ABA ao Substitutivo do Projeto de Lei (PL) n. 3.729/2004 | Moção de Repúdio do DAA/PPGAnt UFPEL

Links

Notas de repúdio sobre solicitação de indiciamento de antropólogos ligados à defesa dos direitos fundamentais de povos indígenas e comunidades tradicionais

Manifestação em repudio à politica  de Estado contra os indígenas

O Estado é nosso inimigo”: a luta dos índios no Brasil

Nota Pública contra a militarização da Funai e os golpes do Governo Temer contra os direitos indígenas

Audio depoimento ex-presidente da  FUNAI- 05/05/2017

Liberdade acadêmica está em risco no Brasil, afirmam antropólogos

Presidente da CPI da Funai recebeu dinheiro a pedido, diz delator da JBS


CPI

Tramitação | Indiciamentos | Relatório


Relatório da CPI da FUNAI/INCRA 2 aprovado

A íntegra das discussões que APROVOU o relatorio da CPI da FUNAI e INCRA 2, na Câmara do Deputados de Brasilia, pode ser acessadas no seguinte endereço.

A ABA, através do advogado de defesa de seu coletivo, impetrará o Mandado de Segurança Pública. Nesta quinta-feira, às 11h, foi agendada pelos parlamentares da oposição uma reunião com a 6ª Câmara do Ministério Público Federal para iniciar os preparativos e estratégias para enfrentar os possíveis efeitos do Relatório Final da CPI.