Pesquisa e Extensão

Grupo de Apoio à Pesquisa Etnográfica com Imagem (GRAPETI)
Grupo de estudos e atividades promovido pelo LEPPAIS, integrando discentes da graduação e pós-graduação, docentes e membros externos à Universidade, com o propósito de estimular e subsidiar, em termos teóricos, práticos e técnicos, o desenvolvimento de pesquisas antropológicas individuais e coletivas com aporte de imagens fotográficas, videográficas, multimídia e som.

Coordenação: Claudia Turra Magni

Garra Xavante, um documentario musical | Teaser Documentário: “Habitantes do Guaju” | Ensaio fotográfico: Do Castelo ao Quilombo | O Devir das Coisas
Convidados / 2016: Luana Schiavon | Sophia Pinheiro | Tiago Lemões | Marta Jardim
Videoarte: Colonização Cibernética | Transição | Vídeo-poema ao mar

Vida nos Trilhos
Este projeto coletivo, desenvolvido pelo Grupo de Apoio à Pesquisa Etnográfica com Imagem (GRAPETI) do LEPPAIS, por demanda da Secretaria Municipal de Cultura de Pelotas, visa o desenvolvimento de pesquisa para a elaboração do Memorial da Estação Férrea de Pelotas, destacando a relevância deste patrimônio, através da memória coletiva que o sustenta e das potencialidades de usos e signifcados atuais e futuros daquele sítio e equipamento urbanos.

Coordenação: Claudia Turra Magni

Ensaios Fotográficos | Vídeo | Museu de Rua | TCC

Saberes e Sabores da Colônia
A agenda de pesquisa Saberes e Sabores da Colônia vem, desde 2011, sendo conduzida pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura (GEPAC) em parceria com o Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (LEPPAIS) e o Laboratório de Estudos Agrários e Ambientais (LEAA), da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Nos últimos anos, a ênfase das pesquisa tem se voltado aos objetos e imagens da colônia. Dessa forma, por meio de pesquisa etnográfica e documental, tomando o estudo da alimentação como abordagem privilegiada para apreender modos de vida de grupos camponeses e os objetos materiais como partes integrantes dos sistemas classificatórios desses grupos, buscamos identificar e registrar objetos e técnicas pertencentes ao universo da alimentação da região colonial de Pelotas. Assim é que a atenção tem sido dirigida a equipamentos e utensílios de cozinha, panos de parede, cadernos de receitas, ingredientes presentes na culinária, produtos tradicionais e, complementarmente e na medida em que produção e consumo de alimentos estão, no contexto em estudo, estreitamente associados, também a equipamentos e ferramentas empregados na produção agropecuária.

Coordenação geral: Renata Menasche
Coordenação dos Produtos Visuais/Assessoria em Imagem: Claudia Turra Magni

Como resultados destas iniciativas de pesquisa, foram e têm sido produzidos:

Livro | Trabalhos apresentados em eventos, artigos, capítulos de livro | Trabalhos de conclusão de curso de graduação, mestrado e doutorado | CD-ROM interativo | Coleção de vídeos | Banners

E em breve será disponibilizado na internet um Banco de Imagens para exposição de ensaios e acervo fotográfico produzidos pela equipe de pesquisa.

Histórias de Quilombo: oficina de vídeo na Comunidade Rincão das Almas
Este projeto contempla uma demanda realizada pela Comunidade Quilombola Rincão das Almas, São Lourenço do Sul, RS (que conta atualmente com cerca de 100 famílias), de realização de atividade de elaboração de vídeos junto aos jovens da comunidade. A partir disso, essa Oficina procura relacionar práticas e saberes locais com as novas possibilidades introduzidas com as tecnologias digitais, em um compartilhamento de saberes, vivenciando o uso de ferramentas acessíveis para a elaboração de vídeos, desde o processo de planejamento, captação de imagens até a edição final.

Coordenação: Patrícia Pinheiro; Claudia Turra Magni (apoio LEPPAIS)

Calendário 2017 da Comunidade Quilombola do Rincão das Almas

Morada sob as Estrelas
Projeto de extensão vinculado ao projeto de pesquisa: Museu das Coisas Banais (MCB). O MCB existe desde 2014, vinculado ao Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas/RS e busca, através da coleta virtual de acervos e, baseado na metodologia da história oral, a preservação da memória dos objetos, constituindo um acervo digital por meio de narrativas escritas e fotografias. Esses objetos, provenientes da livre participação das pessoas, passam a constituir o acervo museológico do museu virtual. Além da coleta virtual de objetos ordinários, o MCB pretende expandir sua abordagem de coleta e compartilhamento ao trabalhar com “pessoas em situação de rua”. A partir do registro fotográfico e oral, com a população de rua da cidade de Pelotas, pretende-se ampliar a discussão sobre objetos afetivos, memoriais e biográficos, ao trazer à tona outras perspectivas sociais que envolvem a cultura material: consumo, acúmulo, preservação, utilidade, memória e afetividade.

Coordenação: Daniele Borges; Claudia Turra Magni

Matéria Jornal Diário Popular

Terra de Santo: Patrimonialização de terreiro em Pelotas (em parceria com o GEEUR)
O planejamento do pedido de patrimonialização da Comunidade Beneficente Tradicional de Terreiro Caboclo Rompe Mato Ile Axé Xangô e Oxalá, instituição de religião afro-brasileira, de Pelotas, surgiu a partir de uma demanda da própria comunidade afro-religiosa. Busca-se entender o universo desse terreiro, as histórias de formação desse centro, bem como as histórias das pessoas ligadas a essa casa. Assim, procura-se elaborar um dossiê que seja base de encaminhamento do processo para o pedido de patrimonialização desse terreiro. A abordagem utilizada no projeto é multidisciplinar, pautada, especialmente, nas disciplinas de Antropologia e Arqueologia, atentando para as relações entre humanos e humanos-não humanos e para olhares sobre a materialidade. Pretende-se, assim: 1) Compreender a história de formação da casa, com os diversos elementos que a compõe; 2) Procurar entender as relações entre humanos e não humanos, com foco na materialidade (objetos/artefatos) religiosa; 3) Relacionar as atividades religiosas e sociais com outras casas, buscando uma ampliação do entendimento das linhas afro-religiosas em Pelotas para compreender a inserção de tal terreiro no meio urbano; 4) Identificar as redes que ultrapassam os limites do município, seja por atividade religiosa, seja por fornecimento de produtos utilizados para os eventos religiosos; 5) Elaborar um dossiê para o pedido de patrimonialização desse terreiro.

Coordenação: Louise Alfonso
Assessoria em Imagem: Claudia Turra Magni

Divulgação

Mapeando a Noite: o universo travesti (em parceria com o GEEUR)
O projeto busca entender o universo das travestis que trabalham nas ruas das noites de Pelotas, especialmente as alocadas na região do centro da cidade,através de abordagens multidisciplinares que contemplem, junto aos estudos etnográficos, olhares voltados para a materialidade desse universo (mapas das ruas e trajetos; vestimentas e acessórios; construção do corpo, etc). Pretende-se, assim: 1) Compreender de que forma elas entendem o seu trabalho; 2) Identificar e entender as possíveis fronteiras entre trabalho e afeto, uma vez que esse universo abarca relações pessoais íntimas; 3) Mapear as áreas urbanas de atuação profissional;4) Identificar os processos de territorialização; 5) Compreender as escolhas e usos de vestimentas e acessórios atinentes ao trabalho (e fora dele), buscando, assim, identificar as relações humanos-objetos; 6) Gerar debates e Reflexões sobre corporalidade; 7) Promover a valorização e visibilização da luta travesti por meio de eventos e ações que procurem minimizar os efeitos dos estigmas implicados tanto sobre as questões profissionais, quanto nas relações de gênero.

Coordenação: Louise Alfonso
Assessoria em Imagem: Claudia Turra Magni

Coleção de vídeos e fotos etnográficas do Concurso Pierre Verger (2010)
Coleção composta por dezoito vídeos etnográficos e treze ensaios fotográficos – todos premiados em diversas modalidades do concurso, entre 1996 e 2008.
Para maiores informações, clique aqui.

Inventário Nacional de Referências Culturais – Lidas Campeiras na Região de Bagé (2010-atual)
Em consonância com a política de preservação da diversidade étnica e cultural do país, a presente iniciativa de pesquisa atende a uma demanda da Prefeitura Municipal de Bagé/RS, acolhida pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), por intermédio do curso de Bacharelado em Antropologia, visando a documentação, a produção de conhecimento e o reconhecimento da pecuária, enquanto referência na estruturação da cultura gaúcha. Percebido como um fato social total, por permear diferentes dimensões da vida no pampa e permitir a discussão sobre uma ampla gama relações sociais, o sistema da pecuária – a criação de bovinos, ovinos e eqüinos, para fins econômicos – tem, na perspectiva deste estudo, o estatuto de patrimônio dessa região. Ao pensar as culturas como patrimônio, a partir do que sugere Gonçalves (2004), atenta-se para a idéia de comunicação entre o passado e o presente, o cosmo e a sociedade, o indivíduo e o grupo social, e entre a história, a memória e a experiência. Desta forma, a proposta de inventariar a pecuária como referência cultural do pampa, privilegia a relação cultura/natureza, mais especificamente a relação do homem com os animais, para pensar a configuração desta paisagem. A pecuária se apresenta como patrimônio imaterial, e seu registro, enquanto saberes e modos de fazer. A metodologia desenvolvida pelo IPHAN para inventariar bens patrimoniais de caráter imaterial será empregada neste projeto. Este projeto apresenta desdobramentos nas orientações de pesquisa dos alunos de graduação e pós-graduação na área de antropologia /UFPEL.

Coordenação: Flavia Rieth
Coordenação dos Produtos Visuais: Claudia Turra Magni

Trailer | Divulgação DVDs e CD-ROM | Site INRC Lidas Campeiras

Inventário Nacional de Referências Culturais – produção de doces tradicionais pelotenses (2006-2014)
O Inventário Nacional de Referências Culturais Produção de doces tradicionais pelotenses, é instrumento de pesquisa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e visa identificar e reconhecer a tradição doceira pela qual Pelotas é nacionalmente conhecida. A compreensão dos múltiplos significados que estão associados à arte doceira, demanda a realização de estudo de perfil etnográfico, considerando as atualizações que têm possibilitado esta tradição manter-se viva como prática social. O Inventário foi dividido em três etapas: preliminar, de identificação e documentação.

Coordenação geral: Flavia Rieth
Coordenação de produtos visuais: Claudia Turra Magni

Divulgação CD-ROM | Artigo

Inventário Nacional de Referências Culturais Massacre de Porongos (2002-2006)
Entre 2004 e 2007, a pedido do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizaram o Inventário Nacional de Referências Culturais sobre o Cerro de Porongos. Nesta localidade sulriograndense vem ocorrendo celebrações em homenagem aos soldados escravos que lutaram durante a Guerra dos Farrapos (1835 – 1845) – marco histórico na construção identitária da sociedade gaúcha. Às vésperas da assinatura do Tratado de Paz, entretanto, foram massacrados naquele Cerro, em um episódio controverso, com suspeita de conluio entre as forças Imperiais e os líderes Farroupilhas. Dentre os produtos visuais e audiovisuais deste INRC estão o documentário “Lanceiros Negros: Herança de Porongos”, um CD-rom, uma exposição em banners e um caderno de divulgação.

Coordenação: Daisy Macedo de Barcellos
Coordenação dos produtos visuais: Claudia Turra Magni

Banners | Artigos | Documentário | Demo Reel

Oficina de foto e vídeo – Projeto Saberes e Sabores da Colônia (2011)
Projeto de extensão vinculado ao projeto interdisciplinas e interinstitucional Saberes e Sabores da Colônia (coordenação Profª Renata Menasche) destinado à capacitação dos alunos na utilização de equipamentos fotográficos e videográficos no processo e produto da pesquisa.

Grupo de Estudos sobre Antropologia do Corpo, Espaço e Performance (2008 a 2010)
No segundo semestre de 2008, a partir de uma parceria entre a Academia de Dança Estímulo e a UFPel, foi dado início a um Grupo de Estudos sobre Antropologia do Corpo e da Performance, através de um Projeto de Extensão, com ênfase no público não-acadêmico constituído principalmente por integrantes do corpo de ballet daquele centro de dança, embora também aberta a alunos da UFPel. Teve por objetivo manter um espaço de orientação de leituras e de debates que estimulasse os alunos envolvidos em pesquisas a refletir sobre as bases teóricas e metodológicas concernentes aos três temas enfocados – corpo, espaço e performance; bem como auxiliar os alunos no desenvolvimento e aperfeiçoamento de práticas e técnicas de trabalho de campo, registro e interpretação de dados, assim como na redação e no uso de linguagens audiovisuais para a realização de suas pesquisas.

Grupo de Estudos sobre a Noção/Conceito de Exclusão Social (2009)
Este projeto de ensino surgiu da necessidade de conceituação e aprofundamento teórico da noção ou do conceito de exclusão social. Direcionado portanto a alunos de diferentes Cursos da UFPel e, mais especificamente, àqueles que desenvolvem suas pesquisas de TCC, monografia de especialização e dissertação de mestrado sob orientação da coordenadora deste projeto.
Usou-se a expressão noção/conceito devido ao conhecimento prévio da multiplicidade de apropriações e interesses acerca do tema da exclusão social. Sabe-se que, tal conceito, a partir da década 1980 e, principalmente 1990, foi alvo de distintos grupos sociais com interesses particulares: intervenções sociais, discursos políticos, movimentos religiosos, além de também ter mobilizado o campo acadêmico no esforço de definição e conceituação. Nesse contexto, o tema encerra tanto uma noção tácita, quanto um conceito.